05 maio, 2007
Falamos de amor. Inventamos as nossas vidas, e esquecemo-nos de tudo.Ela é o meu amor, e eu sou o amor dela. Damos as mãos... mas não fazemos nada... mas também não reparamos.
Não vamos a lado nenhum... não podemos... mas mesmo que pudéssemos, não iríamos.
Não fazemos planos... não os temos... estamos juntos de vez em quando, e é a única coisa com que nos importamos.
Ela não me ama como eu a amo, mas eu também não a amo como já amei. No entanto falamos como se nos amássemos mais que nunca... nada mais é importante... e o meu coração morre sozinho...
13 abril, 2007
O meu peito está entre o "satisfaz mais" e o "satisfaz bastante". Um belo peito descobre-se com o tempo, mas há quem já não perca muito tempo a apalpar as mulheres. Talvez os decotes tenham sido destronados pelos tops da barriguinha à mostra.Será então que o silicone já passou de moda?
Eu diria que não, que o silicone é tão útil como o puré de batata de pacote, ou seja, há bocas que comem tudo e não percebem a diferença.
Eu pessoalmente gosto muito de receber elogios ao meu decote... aprecio-os. É verdade que por esta altura, sofro sempre um bocadinho, por não poder usar tanto os decotes como gostaria.
A verdade é que eu gosto de decotes, e de evitar os soutiens... o meu maior prazer é evidentemente não usá-los. Coisa que faço sempre que posso. Apesar de, como já vos disse, me dar a ideia de que hoje em dia já não se liga tanto a um bom par de mamas.
E o tamanho das mamas será que conta?
Eu tenho a ideia que a importância do tamanho é relativa, porque tenho amigas, que tendo-as pequenas, as aproveitam muito bem. O frio, como sabem, é bom amigo das maminhas, porque as torna arrebitadas, e mais bonitas. Mas não abusem, porque apanhar uma constipação acaba sempre por dar cabo de tudo.
16 janeiro, 2007
A idade não me pesa nadinha. Depois dos trinta tudo nos deve ser permitido, mas na verdade antes também já era, porque o "tudo" foi sempre pouco para mim.Dez da manhã, entro para uma reunião, sobre assuntos que não me dizem muito respeito, mas sinceramente, gosto que me peçam a opinião, até porque tenho sempre algo a dizer. Tenho aprendido que todos devem ser ouvidos, é por isso que dou hipóteses a todos.
Na reunião está apenas um homem, que é olhado por todas nós com admiração. Sim... ele é um homem bonito... tem aquela beleza simples em que apetece tocar, e quem sabe... até acordar.
A reunião termina como sempre sem nenhuma decisão tomada. Saio para a rua, e apercebo-me que já é hora de almoço, quando ao ouvido me sussurram:
- "Podemos almoçar juntos?" - É ele, e está com um olhar maroto que nunca lhe tinha visto antes...
Embasbacada, respondo-lhe:
- "Claro que sim..." - sem perceber onde ele quer ir
- "Sempre me apeteceu convidar-te para almoçar, mas nem sei bem porquê, nunca tive coragem" - disse ele
- "Então... olha... nunca tinha calhado antes" - digo-lhe eu estupidamente, e caindo no ridículo de um lugar-comum
- "E que tal se em vez de almoço, fosse um jantar hoje?" - desafia ele
- "Porque não? Jantámos quando tu quiseres" - respondo-lhe eu enquanto sorrio
A ansiedade que varreu o resto do meu dia deixou-me sem apetite para o jantar... no estômago... só nervos...
Ele falou o tempo todo, e deu-se a conhecer como imagino ninguém o conheceria, e no fim do jantar, foi directo ao assunto:
- "Gostava de passar esta noite contigo"
Só então percebi que o hotel onde jantámos não tinha sido escolhido ao acaso.
Bebi o copo cheio de uma vez...
Quem diria que ele por todas admirado, e elogiado, se revelaria esta força da natureza, que não me deixou dormir, e que mal me deixa sentar...